Caminho das Águas – soneto de Leila Míccolis; foto de Santino Frezza

rio paranapanema_santino_frezza

Caminho das Águas

                                              – Leila Míccolis


Cada rio é a vitória de seus elementos:
superando o desnível do solo, ele o trata,
pois na terra que leva, outra terra aclimata,
evitando desgastes e abalos violentos.

Vilarejos viceja. Transporta alimentos.
É fronteira e até porto; também serve à mata
e às pessoas sensíveis que inspira e arrebata
pelos seus simbolismos e os seus movimentos.

Sendo um Bem, todo rio é um milagre expressivo,
que equilibra o planeta e ao salvá-lo o melhora,
num trabalho de amor e de muita insistência.

É vital preservá-los, pois são seres vivos,
defensores do clima, da fauna, da flora,
do mistério de Gaia e da própria existência.

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Foto de Santino Frezza: “Rio Paranapanema: É um rio ainda limpo, praticamente livre de poluição, coisa rara, senão única, neste estado de São Paulo. A foto foi feita em Piraju-SP, num trecho em que as águas fluem, livres dos represamentos que as mantêm encarceradas até sua foz.”

Para ver mais fotos de aves por Santino Frezza:
http://www.wikiaves.com.br/perfil_sanfrezza

_____________

Leila Míccolis é um patrimônio da Literatura Brasileira !
Para conhecer mais de suas artes:

http://www.blocosonline.com.br/sites_pessoais/sites/lm/index.htm?fbclid=IwAR3UYYwZN71svDaNLbgJ0TkCmNHsLTQwBla8zO6XSxN-U2bfojeHEoHVQpc

https://leilamiccolis.wordpress.com/

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6 respostas para Caminho das Águas – soneto de Leila Míccolis; foto de Santino Frezza

  1. Santino Frezza disse:

    Lindo soneto. Parece até que a autora está falando do Paranapanema. Meus cumprimentos a Leila Mícollis. Agradecimentos à amiga Clarice Villac pela oportunidade.

  2. claricevillac disse:

    Esta dupla da foto com o soneto inspira a todos nós !
    Que nossos rios possam ser e ter Vida plena !
    :~)

  3. Sonho de água
    é nuvem
    esperança, são
    rios voadores.

    Larissa Malty

  4. nenhum rio
    morre de repente
    a bala que
    mata o rio
    é descaso
    lixo e gente

    nenhum rio
    morre por acaso
    a bala que
    mata o rio
    é gente
    lixo e
    descaso

    todo rio
    morre devagar
    se a gente
    deixar que
    lixo cobiça
    e descaso
    matem o rio
    até secar

    TT Catalão,
    Velho Chico

  5. claricevillac disse:

    Verdadeiro e necessário poema!
    Gracias, Romulo !

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