Combatendo o machismo – cartum de Silvano Mello

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Avisar, a gente avisou. – Clarice Villac

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Avisar,
a gente avisou.
Mas bateram panelas, não ouviram nada, não respeitaram o que tão duramente havíamos conquistado.
Talvez agora percebam que atiraram também nos próprios pés,
pois não adianta explicar pra eles sobre justiça social e que a vida não acontece só na bolha em que vivem…
.
– Clarice Villac, 24/25.05.2018.

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Compotas – crônica de Pedro Brasil Jr.

Compotas – cronica de Pedro Brasil Jr..

Compotas
. . . . . . . . . . . – Pedro Brasil Jr.

Circulo por entre as gôndolas do mercado e deparo com uma seção toda dedicada aos doces e enlatados com diversas frutas entre as quais pêssegos, figos e abacaxis. Olhar atento, não consigo achar aquela antiga e famosa lata redonda que trazia a melhor goiabada pra gente unir àquele queijo minas e sentir o néctar dos deuses.

Levei para casa a goiabada num tijolinho e uma lata de pêssegos em calda para aquela sobremesa dominical. Aquela lata com a estampa de vistosas frutas me fez parar no tempo por instantes e depois me levou a um passado distante quando morávamos na Fazenda Baronesa no município de Palmeira-PR.

Lá, naquele imponente solar todo em madeira vivemos alguns anos maravilhosos junto à natureza e cercados por praticamente todas as frutas de época. No quintal onde minha mãe mantinha seus lindos jardins, havia laranjeiras, pereiras, ameixeiras, parreiral , um vistoso pé de caqui e três jabuticabeiras que desafiavam minha agilidade em subir em seus galhos para saborear ali mesmo os frutos. Recordo que nos finais de tarde, quase anoitecendo, eu dividia o espaço com esfomeados morcegos e, em meio ao silêncio tudo era quebrado com os brados de minha mãe mandando eu descer da árvore e ir para dentro.

Mas o interessante mesmo eram os pessegueiros quando carregados. Os galhos chegavam a vergar pelo peso dos frutos e tão logo chegavam ao ponto meu pai os colhia e começava sua empreitada para preparar aquelas magistrais compotas onde o amarelo dos pêssegos chegava a refletir a luz.

Compotas – cronica de Pedro Brasil Jr
Havia uma cozinha fora da casa anexa a um paiol onde um grande fogão à lenha era acionado para a pratica daquelas artes culinárias. Meu pai e minha mãe pegavam um grande tacho de cobre e ali começava o festival de frutos e açúcares que atraíam evidentemente as abelhas e vespas da região. Num balcão improvisado ficavam enfileirados aquelas dezenas de vidros próprios para compotas em diferentes tamanhos e numa espessura invejável. Os mesmos tinham um tampo também de vidro, um prendedor metálico para garantir que os potes ficassem bem fechados e tinha ainda uma borracha avermelhada que era o vedante entre a tampa e o vidro.

Um após outro saíam da produção aqueles maravilhosos potes que iam enfeitando os armários da casa e provocando a vontade da gente saborear. Mas tudo tinha um tempo determinado, até mesmo as cervejas feitas em casa que ficavam numa despensa anexa à casa e que, quando estourava uma tampinha a gente corria pegar a garrafa para saborear aquilo que para nós era cerveja, mas estava muito longe de ser a cerveja que iríamos conhecer mais tarde. Apesar de quente, era saborosa e era o que tínhamos para o momento…

Compotas – cronica de Pedro Brasil Jr.
Outras compotas nasciam com os figos, as laranjas para doce e as geleias de uva que tinham uma cor toda própria. Não foram poucas as vezes que vi meu pai com os pés enfiados naquele tacho amassando as uvas para criar o melhor suco de uva. Ficava com os pés e um pedaço da perna manchados por dias.

Se por um lado se vivia as maravilhas da fazenda, por outro o pesadelo foi chegando com nossa partida para a cidade grande. Tudo diferente, uma nova história a escrever, mas as compotas vieram com a mudança e por muitos anos adornaram os armários de minha mãe e a gente nem podia se atrever a mexer naquelas doces recordações de uma época adocicada em nossas vidas, que infelizmente se perdeu com o tempo… da mesma maneira que o casarão se fora e com ele toda uma obra escrita por mais de um século naqueles confins onde a mata era densa, as cobras pareciam macarronada viva, o gado era lindo, os cavalos mansinhos e as frutas-do-conde de uma árvore que quase encostava no céu deixaram para sempre o seu sabor em minha boca e em minhas recordações.

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Imagens enviadas por Pedro Brasil Jr.

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Haicai de Jiddu Saldanha

Jiddu_Saldanha

Céu azul profundo –
Um barco carrega a esperança
no imaginário.


Jiddu Saldanha
12.01.2018

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Feliz Natal ! – dezembro 2017 – cartum de José Luiz Ohi

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Homem Linha & Energias Renováveis – cartum de Fabiano dos Santos

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Aquecimento Global – cartum de Ricardo Siri Liniers

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